sábado, 4 de setembro de 2010
Se vc gosta do Móveis Coloniais...
Fania All Stars en Africa 1974 - El Raton
Enviado por fodera6. - Buscar outros videos de Musica.
Não conhece? Então corra no You Tube e digite Fania All Star+Our Latin Thing. Trata-se de um mezzo documentário, mezzo show ao vivo, mostrando as estrelas da companhia, no seu habitat - o Harlem latino dos anos 70. (o código de incorporação não está disponível, por isto não copiei).A seguir, digite Bobby Cruz, Bobby Valentim, Celia Cruz (esta a gente conhece mais), Eddie Palmieri, Ismael Miranda, Joe Battan, Johnny Pacheco, Cheo Feliciano, Larry Harlow, Luis "Perico" Ortiz, Manu Dibango (tb mais conhecido), Tito Puente, Hector Lavoe...Finalmente vá na wikipedia checar o resto da história.
Facilitando a vida do blog-leitor: pense em Buena Vista Social Club. Aumente a diversidade musical. Tá quase lá.
A Fania é uma gravadora criada em Nova York nos anos 60, pelo Johnny Pacheco, gravando o melhor da música afro-caribenha. E o documentário mostra a nata dos músicos da gravadora. O que quer dizer: metais nervosos (até tumbadora tem), suingue funkeado, muita percussão de timbales, congas, bongôs, maracas.Como diz o Marcelinho da Lua - que deu esta dica num remoto 2007 do RioFanzine- ela é uma espécie de Motown de bigodón.
Então, esqueça as roupas bregas e os bigodes que você vai ver nos vídeos, junto com o preconceito evocado pela palavra salsa. Abra um vinho branco, ideal para este caliente inverno (carioca) e relaxe/concentre na conexão África-Caribe dos Stars da Fania.
Paralamas do Sucesso da primeira fase? Móveis Coloniais de Acaju? É isto, é isto! e muito, muito mais, já que a conexão musical afro-caribe desemboca nos mais diversos habitats - inclusive no Brasil - e é simplesmente uma das correntes mais influentes da música pra dançar do século XX e início do XXI.
E aproveite o feriado!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Novo clipe do Arcade Fire
A especialista labcultiana no tema videoclipe é a queridona Ariane, não por acaso também responsável pelo bem sucedido projeto do Clipestesia.
Mas, como ela não ainda não se manifestou, vou dar um pitaco na praia dela. É que achei merecida a atenção que blogs, sites e imprensa dedicaram esta semana ao novo videoclipe dos canadenses do Arcade Fire, feito para a música "We used to wait".
Trata-se do projeto The wilderness Downtown. A graça é que se trata de mais um criativo produto a utilizar-se da cultura participativa, convidando os fãs a se envolverem na aventura do clipe.
Funciona assim: ao acessar o site, o visitante informa o endereço onde passou a sua infância.
Aí, a partir do mapeamento do google maps e google streets, imagens da rua mencionada são mescladas a imagens do video, numa composição original e personalizada.
Além disto, o visitante é convidado a escrever uma carta para si mesmo na sua juventude !?
O chato é que o site roda com navegadores compatíveis com o HTML5, fazendo propaganda do Google Chrome. (que vc pode baixar rapidinho, no próprio site).
E a sua rua tem que ter sido mapeada pelo Google Maps/Streets, coisa ainda rara no Brasil.
De qualquer maneira, a brincadeira é bacana e aponta para o presente do videoclipe, sobrevivendo para além dos anos 80 - para muitos saudosistas apontada como "a década de ouro" do formato. Milhares de exemplos de clipes feitos por fâs, que vemos todo dia serem postados no YouTube; e experiências como a do A.F. estão aí para nos mostrar que não é bem assim - conforme a Ariane, aliás, tem argumentado nos seus trabalhos.
Então, que venham outros!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A Conquista da América? Algumas questões sobre o show de Ivete Sangalo em NY

Sábado, dia 4 de setembro será mais um dia crucial na carreira de Ivete Sangalo. A cantora brasileira mais bem sucedida do momento, com cerca de 9 milhões de discos vendidos e que cobra um cachê em torno de 500 mil reais por apresentação, irá subir no palco da Madison Square Garden, famosa casa de espetáculos localizada em Nova York. Desse show também sairá o seu terceiro DVD ao vivo que será lançado pela Universal Music. Os registros dos shows de uma das principais representantes da “axé music” tem sido acompanhados de uma grande mobilização midiática, com produção caprichada, dando ares de grande acontecimento: O primeiro foi gravado no extinto estádio Fonte Nova em Salvador através do selo MTV ao vivo e sedimentou de vez sua carreira solo ao vender mais de 2,6 milhões de CDs; o segundo, já pela Multishow, levou cerca de 45 mil pessoas ao Maracanã e ainda hoje é o DVD mais vendido na América latina. Dessa vez o evento será fora de casa e, portanto, se revela mais uma estratégia para tentar deslanchar carreiras de artistas brasileiros no cenário musical internacional. Depois dos fiascos de Alexandre Pires e da dupla Sandy e Júnior, ficou claro que essa não é uma tarefa das mais fáceis. Se outros artistas baianos como Daniela Mercury, Carlinhos Brown e a própria Ivete são relativamente populares em países europeus como Espanha, França e Portugal, nos Estados Unidos e seu mercado fonográfico concorrido e quase auto-suficiente, a missão fica mais complicada.
Para esse show, Ivete se afasta um pouco mais do gênero que a consagrou. Embora os hits carnavalescos ainda façam parte de seu repertório, estas serão intercaladas por canções de ritmos mais universais. A cantora já adiantou que incluirá nesse disco músicas cantadas em inglês e espanhol (buscando, nesse sentido, o público americano e de origem hispânica). Além disso, mesmo em suas produções anteriores, o axé music já aparecia cada vez mais diluído em canções que flertavam com outros estilos musicais como funk, soul e reggae. Trata-se de uma estratégia orientada para a expansão de sua carreira para além dos trios elétricos.
No que diz respeito a indústria fonográfica e sua crise com os suportes de gravação, o show reafirma a importância das apresentações ao vivo. Uma parceria entre a cantora e a empresa de viagens aéreas Tam promoveu uma bem sucedida venda de pacotes de viagem para assistir o show em Nova York. Não é preciso calcular muito para perceber que ver Ivete Sangalo na cidade americana será muito mais dispendioso do que aguardar sua turnê brasileira, no entanto, entra ai a “economia da experiência” que legitima o investimento feito por cerca de 5 mil fãs: “Assistir Ivete Sangalo no Madison Square Garden é uma experiência única”. Por outro lado, esse evento também relativiza essa crise da indústria fonográfica ao demonstrar a importância da participação das gravadoras em grandes ações promocionais. Como Ivete é hoje a principal artista no cast da Universal, sendo sua recordista em vendas de CDs e DVDs, a gravadora não poupou investimentos para o projeto que traz convidados de fama internacional, cenografia elaborada pelo mesmo artista que trabalhou com Madonna e Black Eyed Peas e uma forte campanha publicitária. Nesse sentido o show realmente é único, uma superprodução que só acontece uma vez para que seja feita a gravação do DVD. Menos interessada em lucrar com a micro-turnê americana, Ivete e sua produtora (a Caco de Telha, pertencente ao irmão da cantora) está voltada para a divulgação de seu trabalho, que depois tende a reverter dividendos para a gravadora e turbinar sua agenda de shows, evidentemente mais simples, pelo país afora.
Por fim, gostaria de lembrar mais uma vez das estratégias de endereçamento dos conteúdos musicais. Em matéria do “New York Daily News" a cantora foi denominada como a “Beyonce do Brasil”. Apesar de aparentemente negar tal comparação, Ivete já buscava essa aproximação desde que ajudou a promover a turnê da artista pop americana esse ano aqui no Brasil. Foi ela quem abriu o show de Beyonce em Salvador e São Paulo. E em comerciais de TV a similaridade física e de performance foi amplamente explorada. Ivete chegou a adotar corpetes que lembram o figurino utilizado por Beyonce em seus shows. A estratégia de usar artistas mais conhecidos como referência ainda é uma forma bem sucedida de posicionar artistas desconhecidos em um determinado mercado musical.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Bem-vindo ao mundo de Adorno
Adorno é o autor homenageado do Labcult para o mês de setembro. Suas reflexões são de extrema importância para a área da comunicação, sobretudo quando o assunto é música. Junto a Horkheimer, o autor cunhou o conceito de indústria cultural que, como em toda a sua obra de maneira geral, apresenta uma perspectiva bastante crítica. Adorno escreveu isso há um tempão, nem a televisão existia ainda enquanto ‘parque industrial cultural”. Então pergunto: o mundo de Adorno é o mesmo em que vivemos hoje?
Acredito que o trabalho final dos alunos da disciplina de Teoria da Comunicação (faculdade não mencionada) ajuda a pensar sobre essa questão e que, de alguma forma, faz uma crítica a teoria crítica a qual Adorno é enquadrado. 10 pra eles!
Bacalhaus e pimbalhadas
Todos sabemos que os nomes que atribuímos aos produtos culturais estão longe de serem inocentes ou aleatórios, antes sendo atravessados pelos diversos discursos que nos precedem e nos afetam, expressando, assim, uma dada visão de mundo. Em suma, todo rotulação cultural é, em última instância, um gesto político. Ao nomear de Música Popular Alternativa um formato que costuma ser desqualificado pelos mais diversos públicos (embora, ouso dizer, consumido como guilty pleasure por esse mesmo público, sob um argumento semelhante ao utilizado pelo sujeito que diz só tolerar o funk se for como trilha sonora pro exercício da academia ou pra imprimir ritmo à faxina), o PortalPimba opera um duplo golpe: naqueles que só alocam no escaninho da "Música Popular" ou os formatos tradicionais/ folclóricos/ rurais ou os reprocessamentos urbano-elitistas dos mesmos (via Zeca Afonso, José Mário Branco ou Fausto - e sem desmerecer a obra destes gênios, pelo amor de Deus); e naqueles que só alocam no escaninho do "alternativo" determinados subgêneros vinculados ao universo do rock ou da música eletrônica. Em outras palavras, elevando o popular massivo e midiático em sua configuração menos prestigiada ao status que lhe é devido nos termos de seu reconhecimento e da função social que desempenha. Felizmente, estas vozes não ecoam solitárias no deserto: de certa forma, percebo ressonâncias deste discurso afirmativo nalgumas declarações do pessoal da FlorCaveira (Tiago Guilull assumiu certa feita que seu "Fados do Apocalipse contra a Babilônia" possui faixas inspiradas pelo "Rapaziada vamos dançar", de Emanuel) e mesmo num filme do quilate de "Aquele querido mês de agosto", genuína ode ao circuito festivaleiro periférico que atravessa Portugal de lés a lés durante o verão.
Passei boa parte do mês de maio fuçando as postagens mais antigas do PortalPimba, e quando finalmente me decidi a escrever este post... cadê o PortalPimba? No antigo link, há apenas uma mensagem de erro e uma suspeita - espero, infundada - de que a página fora suspensa. Se for verdade, é uma pena: o portal disponibilizava, para audição e visualização em streaming, um acervo de MPA vastíssimo, inclusive alguns videoclipes geniais, produzidos artesanalmente pelos próprios músicos naquele esquema no peito e na raça que a gente tanto admira. Outro conteúdo indispensável que o PortalPimba também veiculava era a série Supermercados, gozadíssima exploração mockumental do universo das bancas de frutas, peixes e legumes de Portugal, e que felizmente ainda pode ser acessada em http://videos.sapo.pt/supermercados. Uma amostra do PortalPimba até 2007 vocês encontram em www.portalpimba.blogspot.com/.
E é isso aí.
***
Programa imperdível para amanhã à noitinha: quinta-feira, dia 2 de setembro, às 18h30 na Cinemateca do MAM, rola a sessão inaugural do Bacalhau Cinema Clube (o nome é um achado!), desdobramento do Festival Caminhos do Cinema Português que aconteceu no mesmo espaço ano passado JUSTO QUANDO EU ESTAVA EM LISBOA [aaaaahhhhh]. A programação inclui os curtas
- História trágica com final feliz (2007) de Regina Pessoa, 7'
Corações de Plástico (2008) de Sérgio Brás d’Almeida, 17’
Fim-de-semana (2007) de Cláudia Varejão, 9’
Deus não Quis (200...7) de António Ferreira, 15’ -
sendo o primeiro recomendadíssimo por este que vos escreve, como uma das coisas mais líricas e tristes já feitas na face da Terra. O último também deve valer a pena, posto que António Ferreira é um cineasta de Coimbra cujo longa de estreia ("Esquece tudo o que eu te disse") demonstrava uma maturidade surpreendente (já antevista no curta "Respirar debaixo d'água", de memorável trilha sonora).
Que a iniciativa perdure!
domingo, 29 de agosto de 2010
we.music
Oito artistas diferentes foram reunidos no Museu da Imagem e do Som de São Paulo para trabalharem em cooperação. O resultado está no site do projeto e no documentário abaixo, que está disponível na íntegra para visualização online.
WE.MUSIC - COMO A WEB REVOLUCIONA A MÚSICA? from My PIX on Vimeo.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Rock in Rio 4 - Quatro motivos para prestarmos atenção

O pessoal do LabCULT sabe que eu adoro listas. É, listas de melhores, piores, promessas, fiascos e tudo que é possível organizar de forma hierárquica no emaranhado que é a nossa cultura popular massiva. Meu interesse, além de me divertir, está em comprovar na prática os argumentos do pesquisador Simon Frith, para quem o gosto musical é sim passível de discussão, e todos nós somos verdadeiros críticos culturais ávidos pela oportunidade de revelar e defender nossas opiniões.
Pois bem, todo mundo também já deve estar informado que o Rock in Rio vai acontecer novamente na cidade-sede do evento nos meses de setembro e outubro de 2011. Logo, eu e mais um monte de gente interessada em música já fizemos, mesmo que de forma descompromissada, listas com as atrações que esperamos ver nessa edição do festival. Calma! Não é esse o objetivo do post (isso pode entrar nos comentários), mas sim observar como o festival já tem provocado algumas discussões sobre música entre os internautas e refletido em seu planejamento algumas transformações do circuito musical.
Primeiramente cabe apontar como as oposições entre pop e rock, mainstream e underground, artistas nacionais e internacionais, e a tensão entre gerações são máximas que confirmam suas relevâncias no cenário musical, guiando as práticas de consumo e as estratégias de valoração. Embora os nomes das atrações ainda estejam longe de uma definição, a fala de Roberto Medina, idealizador do evento, que confirmou: “Meu sonho é trazer Lady Gaga e Shakira” já provocou polêmica. Paula Toller deu início a maré de críticas ao contestar o “não-reconhecimento às carreiras brazucas”. No entanto, alguns brasileiros participaram da coletiva de lançamento: Pitty, Ivete Sangalo, Toni Garrido, Sandra de Sá e Seu Jorge deram um tom “democrático” ao festival. Nenhum problema se o evento não trouxesse o termo “Rock” no título. Em enquete realizada pelo Jornal O Globo a participação de artistas pertencentes a outros gêneros que não o velho rock in roll foi rejeitada: “Rock é rock, não é axé, não é sertanejo, não é samba”, “Chega de axé e boy bands!!! Ivete Sangalo de jeito nenhum”. Mas é interessante observar (se não me engano o próprio Medina já comentou isso), que apesar do nome “Rock in Rio”, o festival sempre foi marcado pela mistura sonora: Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Daniela Mercury, Giberto Gil, Fernanda Abreu, Sandy e Júnior e Carlinhos Brown (ok, essa não foi uma boa experiência) já participaram do evento. Para evitar atritos o empresário vai repetir a estratégia de 2001, quando dividiu o festival em dias temáticos. A partir de Frith, Jeder Janotti propõe três campos fundamentais para a análise da música: as regras mercadológicas ligadas as práticas de consumo e endereçamentos dos produtos, as regras semióticas ligadas, por exemplo, a noção de autenticidade e regras técnicas ou formais (instrumentos, rítmo, etc) que são utilizadas em cada estilo musical. Entendo que esses três aspectos serão levados em consideração na hora da escalação dos artistas e sua organização nos chamados “dias temáticos”. Nesse sentido, Ivete e Shakira já não soam tão deslocadas.
Também chamou minha atenção a repercussão on-line: Se em 2001 a internet ainda engatinhava por aqui, atualmente temos uma maior penetração da rede com direito a banda larga, celulares com acesso móvel e novidades ciberculturais como o Facebook e Twitter. Medina anunciou que encomendou uma pesquisa do Ibobe para sondar os interesses do público brasileiro, mas também lançou perfis em todas as redes sociais existentes. Alguém tem dúvidas de que a repercussão nas redes sociais será essencial para definir o time de atrações? Já estou até imaginando o Twitter bombando a cada atração anunciada. Voltando a enquete do Globo, o site Music News apontou que as indicações de artistas se mostraram tão diversificadas que chegam a gerar um impasse. Inevitavelmente lembrei da teoria da “cauda longa” do Anderson e seu argumento de um mundo de abundância sobrepondo-se a um mundo de escassez. Afinal, um festival desse porte não se sustenta (eu acho) em cultura de nichos.
Outro aspecto que merece destaque está relacionado ao valor dos ingressos. Se em 2001 os tickets custaram R$ 35,00, para 2011 foi anunciado um valor entre R$ 90,00 e R$ 180,00, o que já tem assustado muita gente, inclusive eu. Acredito que a atualização dos valores está fortemente relacionada a revalorização da performance ao vivo no atual cenário musical, como tem sido apontados em várias mesas de discussão sobre o assunto. Só para esclarecer, enquanto o formato CD perde cada vez mais importância como fonte de renda dos artistas, os shows continuam atraindo um grande público.
Por fim, gostaria de destacar a questão da música eletrônica. Na última edição do Rock in Rio o gênero musical contou com uma tenda alternativa para seus admiradores. Em 2011 a organização do evento quer ir além. Fala-se de um dia inteiramente dedicado a discotecagem. Aí fiquei pensando aqui comigo: Quais os “top DJs” que conseguiriam arrastar 120 mil pessoas (público diário do festival) para a arena do rock? Vale fazer uma listinha não é?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Desenrolando a serpentina para 2011

A Sebastiana Associação Independente de Blocos de Rua da Zona Sul, Centro e Santa Teresa promoverá nos dias 13 e 14 de agosto, no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), no Flamengo, a terceira edição do seminário Desenrolando a Serpentina. Com o objetivo de trocar idéias com os cariocas sobre o crescimento e a organização do carnaval de rua, o evento vai reunir representantes de vários blocos, poder público e sociedade para, juntos, debaterem os principais temas relacionados ao carnaval de rua e seus desdobramentos. O evento, gratuito é aberto ao público, e realizado em parceria com a Rede Globo de Televisão conta com o apoio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
O evento vai reunir 12 dos mais tradicionais blocos da cidade para refletir sobre alguns temas como O Carnaval de Rua e a Cidade, Carnaval de rua, economia e turismo e Propostas para o Carnaval 2011. As propostas apresentadas serão encaminhadas aos representantes do poder público como contribuição para a organização do carnaval de rua de 2011.
Além das mesas de debates, haverá exposições de fotos e camisetas de blocos, venda de livros e CDs, bar temático e shows nos dois dias do evento (vide programação abaixo).
A Sebastiana foi fundada em 2000 e é composta pelos seguintes blocos: Simpatia É Quase Amor, Bloco do Barbas, Suvaco do Cristo, Bloco de Segunda, Imprensa Que Eu Gamo, Escravos da Mauá, Carmelitas, Meu Bem Volto Já, Bloco da Ansiedade, Que Merda é Essa, Virtual e Gigantes da Lira.
III Desenrolando a Serpentina 2010
Data: 13 e 14 de agosto de 2010
Local: Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) Rua do Pinheiro 10, Flamengo RJ
O evento é gratuito e aberto ao público.
Programação:
1º dia 13 de agosto (sexta-feira)
17h30 - Abertura do evento e exposição:
Apresentação do grupo Tempero Carioca. Participações especiais de Nei Lopes e Mariana Baltar
2º dia 14 de agosto (sábado)
11h - Mesa 1: O Carnaval de Rua e a Cidade
14h30 - Mesa 2: Carnaval de rua, economia e turismo
18h - Mesa de Encerramento: Carnaval de 2011 proposta
20h - Show de encerramento: Cordão do Boitatá