segunda-feira, 28 de abril de 2008

What´s wrong with the world?

Na última sexta-feira, assisti ao espetáculo "What´s wrong with the world", no Oi Futuro. A história se passa ao mesmo tempo no Rio de Janeiro e em Londres. Os atores brasileiros (da Cia. Phila7) e ingleses (da Station House Opera) contracenam, em tempo real, através da tecnologia internet streaming, que possibilita transmissões ao vivo em broadcasting - rádio, TV e teleconferência. A platéia também faz parte da história.
Fiz um post sobre a experiência em outro blog de que participo. Para quem quiser ler segue o link. Aproveito para divulgar o outro blog.

3 comentários:

Dally Schwarz disse...

Olivia,
eu assisti a peça tb...
Concordo com você que a platéia ainda esteja bem contida e me incluo nessa.
Acho que realmente o espaço físico do teatro já é disciplinador, mas tudo bem, isso nao determina, e o uso do espaço como ele é pode ser a estrategia da reorganização deste.
Digo isso pois uma vez, a Simone e o MArcelo devem se lembrar, fui assistir o Diplo no Multiplicidade e fiquei totalmente incomodada de ouvir música pra dançar e o espaço não ser para isso, apesar de ser.Seu corpo parece que fica meio duro, e cada olhar entre pessoas perdidas, pois nao sabem o que fazer, são censuras tb...
Enfim...acho que um dos atores era totalmente irritante com aquela voz de robo...Apesar disso acho que a peça traz ótimas reflexões sobre telepresença, sobreposições de imagens formando uma imagem "real", cheguei até a pensar no caso de uma comparação entre o humano e a máquina, naqueles loopings do vídeo e nas repetições dos atores.Ambos estavam tão bons nisso...conversavam.
Mas a plateia, me parece que fica só de fora mesmo.olhando.e as vezes se vendo.
Eu teimo a pensar que o problema está na peça.Se o problema estivesse no público, que na maioria das vzs são frequentadores assiduos do Oi e já familiarizados com a linguagem 01010101 deles,então nenhuma outra peça que tem como principio uma conversa publico-plateia rolaria...Ou seja, acho que de repente não existe nem problema, mas a proposta dessa peça nao se articula com o espaço do teatro,ou nao consegue "quebrar" esse espaço e construir um novo lugar, ou de repente não é para muitos movimentos de plateia, e sim pra reflexões, risos, gestos...


OBS.: simone, achei esse link a sua cara!=*
http://www.mixwit.com/

Dally Schwarz disse...

Desculpa, escrevi publico-plateia,era pra ser palco-plateia.

Olívia Bandeira de Melo disse...

Concordo com você que há algum problema na peça, talvez também no teatro, nas poltronas, eles poderiam ter usado o café... Mas senti um problema com a platéia também. A Tania Grillo (quem será a Tania Grillo?) foi pra lá disposta a interagir com os atores e com seus amigos londrinos, ela tentou (estava atrás de mim), mas se sentiu intimidada. A platéia foi disposta a assistir, não a interagir.
Aliás, eu e alguns amigos brasileiros e londrinos marcamos de ver a peça amanhã. Se a experiência for diferente, eu conto pra vocês.